O autor da Carta aos Hebreus nos faz uma afirmação instigante: “Segui a paz com todos e a santificação sem a qual ninguém verá a Deus.” Não podemos, segundo o autor bíblico, dissociar santidade da salvação em Cristo. Uma está intimamente ligada à outra, pois somente quem é salvo em Jesus, que passou pelo processo de regeneração, que se arrependeu dos seus pecados, sente o desejo intenso e ardoroso de viver em santidade com Cristo.
O termo santo significa separado, mas isso não está relacionado à alienação. Não podemos nos isolar do mundo, nos enclausurar em nossas igrejas e deixar as pessoas perecerem sem Deus e sem salvação. Temos que anunciar-lhes a Palavra Viva e Eficaz, a Palavra Redentora do Evangelho. O próprio Jesus, em sua oração intercessória afirmou: “Eu não peço que os tire do mundo, mas que os livres do mal”- João 17.15
É de fundamental importância termos as nossas vidas pautadas nas Sagradas Escrituras. Temos que sermos fiéis testemunhas de Cristo, anunciando, através de nossa maneira de viver, o quanto Deus é capaz de fazer pela vida do homem. Daí a necessidade de sermos santos “em toda a nossa maneira de viver”.
A santidade não está relacionada a usar roupas compridas até os tornozelos, ao falar em línguas estranhas ou a profecia. A santidade está relacionada à pureza de caráter, a sobriedade cristã, a buscar ter uma vida sempre em consonância com a vontade de Deus, a se submeter ao Senhorio de Cristo- I Pedro 03.15.
Temos que ter consciência de que “somos sal da terra e luz do mundo” e que, “em meio a um mundo corrompido e perverso” fomos chamados por Deus para sermos “Astros no Mundo”- Filipenses 02.15. Fomos chamados para sermos uma igreja santa e irrepreensível.
Um abraço fraterno,
Pr. Márcio Frazão
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