Pastoral publicada no último boletim dominical (29/05/2011)
Extraído do Manancial (ano 2010)
Almejamos experimentar milagres em nossa vida. Alegramo-nos ao ver milagres na vida de nossos amados. Os milagres retiram pesos imensos de nossos ombros e preservam nossa vida. Os milagres desafiam o entendimento humano, promovem mudanças drásticas na fé. Os milagres roubam a cena, chamam a atenção!
Jesus ressurreto eleva-se aos céus. A promessa é cumprida, o Espírito Santo é chegado e concede poder aos discípulos. Poder para testemunhar, para abençoar o próximo, para glorificar a Deus. Poder que fluía e não ficava retido na vida do discípulo.
Um coxo de nascença em mais um dia de vida sofrida e ação repetitiva e monótona- pedir esmolas. O ato já não solicitava que ele olhasse para as pessoas a quem o pedido era direcionado, os rostos eram todos iguais. Pedro e João percebem o todo da situação e suas implicações, atendem a necessidade maior, desconhecida ou fora das expectativas e esperanças do pedinte: em nome de Jesus Cristo, o Nazareno, anda!
O milagre rouba a cena, chama a atenção! É preciso correção. É preciso colocar a atenção na questão correta. Não, o poder não era dos homens. A piedade dos apóstolos não seria suficiente para a realização do milagre. Os olhos, a mente e o coração precisam se voltar para Jesus. O milagre é meio e não fim em si mesmo. O propósito do milagre? O arrependimento, a conversão, o perdão dos pecados.
Dois mil anos se passaram, os milagres continuam acontecendo com o mesmo propósito, a mesma velha mensagem: completou-se o tempo, e o Reino de Deus está próximo. Arrependei-vos e crede no Evangelho!
Um abraço fraterno,
Pr. Márcio Frazão
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